Por David Sykes
Archive for June, 2009
A revista Prazeres da Mesa acaba de lançar o Especial Massas - primeiro título de uma série de edições especiais. Com inspiração na Itália, a publicação traz as origens da massa, sua contribuição para história da alimentação, receitas (de massas e molhos) e harmonização com vinhos. Os especiais custam R$ 4,90.
A maioria das pessoas conhece o escritor Alexandre Dumas por sua autoria de “Os três Mosqueteiros” ou “O Conde de Montecristo”. O que muita gente não sabe (e eu não sabia até pouco tempo) é que ele também escreveu sobre gastronomia. No livro “Memórias Gastronômicas” - Editora Jorge Zahar - ele relembra os grandes banquetes que presenciou e os pratos maravilhosos que comeu. Além disso, busca, ao longo da história, episódios que envolviam a gastronomia e as loucuras feitas em nome dela. Ele nos conta, por exemplo, das refeições de Napoleão e do seu grande medo de engordar ou como o rei Luis XVIII oferecia banquetes com 32 entradas e que tinham pratos como postas de esturjão com manteiga de Montpellier. A leitura é fácil e gostosa, nos levando a diferentes épocas e nos mostrando que o amor pela comida acompanha o homem desde o começo da sua história. Eu gostei bastante!
Le Whif, uma invenção do professor David Edwards, de Harvard, propõe uma nova forma de comer chocolate sem calorias - inalando, como no vídeo abaixo.
Nos sabores mint chocolate, raspberry chocolate, mango chocolate e plain chocolate, o professor sugere que seja ótimo para enganar o apetite, acompanhado de uma xícara de café. Segundo ele, isso é só o começo, pois novas inovações da culinária que envolvem a inalação estão sendo desenvolvidas pela Foodlab at Le Laboratoire, centro de arte e ciência de Edward, em Paris.
As possibilidades culinárias estão sendo reveladas ao longo do ano pela Le Whif World Tour, que já passou pelo Festival de Cannes deste ano.
As encomendas podem ser feitas pelo site, sendo que o pack com 24 “whifs” custam 39 euros.
Embora a ideia seja sem dúvida maior do que substituir uma coisa pela outra, acho interessante que uma loja de chocolates seja perfumada com tal aroma, mas nem com a promessa de chocolate sem calorias eu consigo pensar em substituir um bom pedaço do doce!
Cada um adapta a “marca Obama” a seu modo, e eu adorei esta adaptação culinária.
As Obamitas são feitas com ingredientes básicos de biscoitinhos, como chocolate, nozes, açúcar, farinha e manteiga. A graça mesmo fica no nome e na ideia embutida de que fazem bem para seu dia-a-dia, com o propósito de fazer rir, aumentar o ânimo e divertir. Custam 12,90 euros, 250 gr, são vendidas na Espanha e pelo site, podem “ser seguidas” pelo Twitter e Facebook.
Abaixo um vídeo sobre como são feitas as Obamitas.
Ana Luiza Trajano é chef do restaurante paulistano Brasil a Gosto.
Em 2003, deu início a um trabalho de pesquisa sobre a cultura e a gastronomia brasileira, visitando mais de 40 cidades em 20 dos 26 Estados brasileiros. De tão rica, a pesquisa deu origem ao livro de fotos e poesias “Brasil a Gosto”, que explora cores, sabores e imagens do Brasil. Além disso, deu origem a um projeto de documentários e ao restaurante do qual é chef. Renova constantemente o cardápio do Brasil a Gosto, dedicando edições temáticas a várias regiões do país, explorando ingredientes como a cagaita, o pequi e a castanha baru. No próprio site há um espaço no qual ela fala sobre ingredientes, vale a pena dar uma passada por lá.
Em recente matéria divulgada pelo NY Times, o jornal indica o restaurante de Ana Luiza como o “melhor lugar para começar” a conhecer a culinária brasileira, contando que lá você recebe uma “avalanche de sabores, texturas e experiências sem intimidação”.
Com esse friozinho que agora parece ter chegado para valer, nada melhor do que uma sopa quentinha.
A receita original dessa sopa de aspargos é do Jamie Oliver mas essa foi ligeiramente adaptada e ficou ainda mais fácil de fazer. Fica uma delícia, é super nutritiva e o melhor: tem poucas calorias, já que não precisa adicionar creme de leite, manteiga ou outros ingredientes bons mas gordurosos…
Ai vai a receita para quem quiser experimentar:
Sopa de aspargos
- 1 talo de alho-poró
- 1 talo de salsão
- 1 cebola médica picada
- um punhado de aspargos verdes
- 1 L de caldo de legumes
- azeite, sal e pimenta moída na hora
Primeiramente pegue os aspargos e descarte a parte dura do talo (para fazer isso, segure cada ponta do aspargo e dobre-o; o ponto onde ele quebra é a divisão entre a parte não-comestível e parte boa). Depois, corte os aspargos em pedaços médios.
Corte o alho-poró, o salsão e a cebola e refoge tudo numa frigideira com um pouco de azeite por uns 5, 10 minutos, até que os vegetais estejam macios mas sem deixar dourar muito. Coloque, então, os aspargos e o caldo de legumes (melhor se for feito em casa mas pode ser de cubo ou pó também). Cozinhe, com tampa, por cerca de 20 minutos em fogo baixo ou até os aspargos ficarem macios. Depois, bata no liquidificador (divida em porções se precisar, para não deixar o líquido transbordar - como fiz uma vez) e tempere com sal e pimenta. E é isso, sua sopa está pronta! Fácil não?
Como esqueci de tirar fotos durante e após o preparo, ai vai uma foto tirada do site do Jamie.

De dar água na boca, né?
Obs. Para quem gosta, fica muito bom tomar essa sopa acompanhada de um ovo poché e torradas (como sugere o Jamie) ou então com uma porção de queijo parmesão ralado por cima.
Obs 2. Se vc gosta da sopa mais grossa, mais para a textura de um creme, coloque menos caldo de legumes.

Tenho uma boa notícia: estão confirmados os convidados do próximo encontro EEEP (dia 13/07, às 18h, Teatro Eva Herz) que terá como tema o assunto Ingredientes e Territórios. São eles:
..:ANA LUIZA TRAJANO, chef do restaurante paulistano Brasil a Gosto;
..:NEIDE RIGO, nutricionista, membro da Comissão Nacional da Arca do Gosto, do Slow Food, e entre muitas coisas escritora do Blog Come-se;
..:ROBERTA SUDBRACK, chef do restaurante homônimo, no Rio de Janeiro e
..:ROBERTO SMERALDI, jornalista e diretor desde 1989 da OSCIP Amigos da Terra - Amazônia Brasileira.
A mediação será feita por BETTY KÖVESI, que é proprietária da Escola Wilma Kövesi de Cozinha, onde trabalha desde 1991.
O assunto vai render com todos esses convidados bacanas… Para não perder a oportunidade, farei um post contando um pouco mais sobre o que os convidados fazem atualmente e por onde já passaram.
Esses talheres enormes de madeira enfeitam a entrada do restaurante Badebec na Casa Cor 2009. São lindos! Queria ter uma cozinha com 3 metros de pé direito para poder decorar assim….
(por Robi Carusi, via UoD)
As tortinhas Four’N Twenty, como toda comida bege, sofrem preconceito por parte das pessoas magras e saudáveis. E se, cada vez mais, os consumidores estão procurando opções light e naturais, o que o pessoal da Four’N Twenty fez? Saiu correndo em direção contrária, aumentou as vendas e acaba de faturar ouro em Cannes. Eles inventaram o Magic Salad Plate, que vem a ser um sensacional prato-que-imita-salada, que tem a única função de fazer parecer que você está comendo uma saladinha junto com sua torta de carne trash e, assim, as pessoas pararem de te importunar e de te chamar de gordo. Gênio. Veja o comercial:
Chamado de “The Go Plate”, esse prático “prato/porta-bebidas” é útil para quem gosta de comer em frente à TV ou para dar aquelas festas com buffet. Feito de plástico, o prato tem espaço para colocar todos os snacks e encaixe para a bebida, assim você pode segurar tudo com uma mão só.
Desenhado para comportar comidas quentes ou frias, podem ser reaproveitados pois vão na máquina de levar.
Na Kegworks, kit com 21 pratos por $27.50.

(Obrigada Ruy!)
A importadora Boxer do Brasil acaba de trazer mais uma vedete para seu portifólio.
Trata-se da verdadeira cerveja Irish Cream Ale, a Wexford, que é produzida conforme a tradição e os métodos originais de fabricação.
Cremosa e com sabor de frutas, resgata um toque de caramelo e fundinho de lúpulo.
Vale a desgustação nesse inverno que já começa a dar o ar da graça.
Disponível nas melhores lojas e supermercados.
Não sei quanto a vocês mas eu realmente admiro o chef Sérgio Arno. Filho da família fundadora da marca de eletrodomésticos Arno, ao invés de seguir os passos do pai ele preferiu se aventurar no mundo da gastronomia. Não que ele não tenha herdado os dotes empreendedores do pai; hoje Arno pode ser considerado não somente um chef mas também um empresário de sucesso. Ele é dono da rede La Pasta Gialla, comanda o famoso La Vecchia Cucina e o novo bistrô francês Franciacorta, além de vários outros estabelecimentos.
Tive a oportunidade de fazer um curso de massas e risotos com o chef no ano passado, em uma aula na loja Spicy. Pude perceber que aquela fama de chefs “estrelas” e metidos a sabe tudo realmente não se aplica a ele. O chef mostrou-se super simpático, engraçado e carismático. Faz tudo na cozinha parecer extremamente simples. Quem tiver a oportunidade de aprender com ele realmente vale a pena…
Para quem quiser saber mais sobre Sérgio Arno e sua gastronomia acesse o link com uma recente entrevista do chef:



