Arquivo do autor Adriana Salles Gomes
Sou fã do Aldeia Cocar, que o pessoal apontou aqui no Coruja (e o Carlinhos Awoki, dono e chef, tem o mérito de ter resgatado a imagem da Aldeia da Serra, porque aquele centrinho overconstruído ficou um horror, só a igrejinha de Santo Antônio continua singela). Mas tem mais restaurantes bacanas com espaço para as crianças nos arredores de Sampa, para quem quiser variar. Um deles é o d’Roça, que fica em Itapecerica da Serra, e é um pouquinho mais chato de chegar. Pode ficar lotado em alguns fins de semana, porque o preço é mais em conta, mas mesmo assim vale. É bufê a preço fixo, com comidinha gostosa, do tipo caseira brasileira. Tem um carneiro bem bom, entre outras coisas. Não tem site, nem mapa de localização na internet, mas já é indicado em vários guias, como o Fuja de Casa com as Crianças. Fica na Estrada João Rodrigues de Morais, 444, bairro Lagoa. Tel. (11) 4165-3293. (Vale a pena pedir orientação no centrinho de Itapecerica, ao qual se tem acesso pela Régis Bittencourt km 284, se não me engano).
Explicando o acesso: quando você sai da rodovia (Régis), logo pega a avenida principal, que é a 15 de Novembro, até chegar ao centro, onde estão os bancos. Então, pega a rua Leitão de Moraes à esquerda, em seguida desce na rua 13 de Maio e entra na primeira à direita. Desceu, pega a primeira à esquerda e vai direto. O restaurante fica à esquerda.
Você já tem programa para o finalzinho de setembro? Agora tem. É uma viagem criada pela comunidade de internet brasileira “Os Amigos do Vinho” com visitas a algumas das melhores vinícolas francesas. Nas regiões de Bordeaux e Dordogne, os châteaux visitados, na companhia do sommelier Jean-Claude, serão: Pape Clement, Haut Brion, Mission Haut Brion, Margaux (na foto), Saint Estephe, Saint Julien, Rothschild, Mouton Rothschild e Latour, entre outros. A viagem vai durar dez dias (entre 25/9 e 4/10) e incluir vilarejos medievais como Salart e Roque Gageac e castelos feudais (em Margaux, haverá pernoite no Château Pavillon Margaux). O valor é de 2.500 euros por pessoa. Para mais informações, entre em contato com a amiga do vinho Silvana Campos no e-mail silvanamc@uol.com.br. PS: Um amigo meu acaba de voltar de um roteiro de bike por Bordeaux; fiquei com uma pontinha de inveja. Mas agora sou eu que vou causar inveja nele, que é um apaixonado por vinhos. Payback! (Assinalei queijo porque tem que ter, né?)
Num outro post, eu tinha pedido para a jornalista Elis Marchioni, cozinheira de mão-cheia e craque do pato no tucupi, para passar aqui a dica de fornecedora de ingredientes dela em São Paulo, já que não é tão fácil achar esses ingredientes bons por essas bandas. Ela me escreveu: “Para o pato no tucupi e tacacá é no Açaí da Diana, na Penha. Ela entrega em toda a Grande São Paulo. Traz tudo do Pará semanalmente e, além de abastecer academias com seus açaís e cupuaçus, vende jambu, tucupi, chicória-do-Pará, camarão seco, goma para tacacá (tels. 11-2684-1716, 2684-0881 - Rua João Francisco Bellegard 136 - Penha)”. Já no que se refere a pimenta-de-cheiro do Pará, a dica da Elis é a feirinha em frente ao Mercado Municipal de São Paulo (tem goma para tacacá lá também e camarões secos, lá dentro). Ah! Se você, como eu, não quiser preparar, mas apenas comer o pato no tucupi (e se não for amigo da Elis hehehe), a Diana vende pato no tucupi congelado, além de doces paraenses. Isso, se quiser comer em casa, porque tem um excelente pato no tucupi no Tordesilhas.PS: Assinalei a categoria “sensorial” porque, como alguns já sabem (e outros descobrirão), o tucupi é extremamente “sensorial”.
Eu adoro saber o porquê das coisas e, na área das comidas, isso normalmente traz histórias muito legais. Acabo de encontrar a explicação para um cachorro-quente inesquecível que comi uma vez em Berlim ter uma salsicha compriiiida e um “pedacico” de pão. É que o pão serve apenas para segurar, como era na origem. Vendia-se a salsicha bávara e um vendedor de salsichas bávaro, num evento na Louisiana, EUA, em 1904, resolveu trocar a luva que emprestava aos fregueses por pão, para as pessoas segurarem, porque as luvas raramente eram devolvidas. Em Nova York, num jogo de beisebol de um dia frio, o sanduba ganhou seu nome (hot dog), o pão passou a ser co-protagonista e ele se imortalizou. Quem conta essa história e fala dos cachorros-quentes de São Paulo é a repórter Elis Marchioni, no site do guia Fique em São Paulo - Gastronomia, que é cheio dessas histórias. Ela fala até da salsicha de 20 cm do Black Dog, que é bem na linha das salsichas alemãs. (A Elis, aliás, faz um pato no tucupi que vocês não acreditam! Elis, você podia dar umas dicas e passar aquela sua fornecedora aqui, não? Mudando da baixa gastronomia para a alta…)
PS: Um detalhe legal nesse jeito alemão é que o sanduba não nasce cachorro-quente; ele torna-se, a partir de determinado ponto.
Vocês sabiam que existe dieta específica para atletas praticantes de sumô? Eu nunca tinha parado para pensar nisso pelo menos. Para mim era só uma questão de liberar geral, de enfiar o pé na jaca. E há pratos especiais para os sumotori. É o que conta a jornalista Elis Marchioni aqui. Ela fala de duas casas especializadas em comida de sumotori (os lutadores de sumô) no bairro da Liberdade, em São Paulo: o restaurante Bueno e o bar típico Kintarô. Entre os pratos de destaque, tem o “chanko nabe” – caldeirada de tiras de carne de porco ou frango com verduras.

