Depois de emplacar o Malbec, dizem por aí que a próxima aposta argentina é a uva Bonarda (além do Leonel Messi, é claro). Para falar a verdade nunca havia tomado nenhum vinho feito de Bonarda que valesse a conversa, mesmo havendo especialistas que afirmam que ela é a mesma uva que a Dolcetto, prestigiadíssima vinha que arrebenta na Itália, lá no Piemonte. O fato é que provei um argentino que vale o post: o La Posta 2006. Feito no capricho em Mendoza pela bodega La Posta del Vinatero. É colocar o nariz no copo para a boca começar a salivar. E depois que se bebe, o sabor é bastante persistente. Se você também gosta de polenta, acho que rola uma química entre os dois.
Arquivo do autor Duda Hernandez
Sexta feira, oba! Quer um vinho para comprar saindo daqui e abrir quando chegar em casa? Gastando pouco, o argentino Los Cardos pode trazer muitas alegrias. Talvez a uva com o maior fã clube do momento, este Malbec é produzido ao pé da Cordilheira dos Andes pela vinícola Doña Paula com a maior seriedade e é capaz de agradar iniciantes e iniciados. Saborosão, não é vinho pra bancar o chato e ficar falando dele na mesa, mas combina muito com um almoço legal ou uma jantinha caprichada.
Já que é a Semana Mundial do Post Chinês, aqui vai mais um. Great Wall Tinto Seco. Já provei. Veio na mala, trazido pelo amigo Roger Rocha (grazzie, Roger) depois de umas férias por lá. Ao entrar num restaurante, ele fez questão de pedir vinho chinês. Pronto, foi tratado feito Chefe de Estado, tamanho o orgulho do restauranteur. Papo vai, papo vem, os curiosos chineses ficaram assombrados: jura se faz vinho no Brasil???
Esta semana foi o Decanter Wine Show em SP. Fui lá e me senti em um concurso de misses, cada vez que eu provava um rótulo diferente achava que aquele sim era o melhor. Um bem impressionante é o riojano Hiru 3 Racimos 2003. Produzido por Luis Cañas, dá a impressão que estão em busca do vinho perfeito. Para começar, as uvas que vão virar vinho vêm de videiras com mais de 60 anos. Como se não bastasse, para fazer o Hiru, as eleitas são as uvas dos pés que dão apenas 3 cachos (racimos) ou menos. Assim a plantinha concentra todo o seu esforço e qualidade. Daí são separadas e vinificadas em pequenos depósitos com temperatura controlada. A quantidade de vinho produzida neste processo é bem limitada e por isso, não é todo ano que o Hiru é engarrafado.
Fiz também alguns achados bem acessíveis: o bordeaux Chateau Bel Air Perponcher Reserva 05, sempre elegante e muito regular entre uma safra e outra; o espanhol Três Lunas Toro Crianza 03, vinho moderno, vivo, bem completo e o italiano Cardetto Pinot Noir Umbria IGT 05 bem interessante e mais leve, caso o tempo esquente.

No meio de tantas ofertas de preço camarada e vinhos moderninhos parecidinhos uns com os outros, ainda dá pra encontrar coisas impressionantes sem gastar os tubos. Feito na Espanha, em Rioja, Tondonia Branco Reserva é old style: de tão bom, tradicional e diferente do que tem por aí, me lembra o Paulino da Viola, um mestre que parece que nasceu em época errada. Nada de cheirinhos cítricos e gostinhos frutados. O nariz fino impõe respeito, na boca parece um Jerez que não quis ser só um aperitivo. Quem diz que não gosta de vinho branco, vai mudar de opinião.
Semana que vem a importadora Decanter coloca -literalmente- seu ótimo catálogo de vinhos à prova. Para quem não conhece o evento, imagine-se num grande salão, onde você tem uma taça na mão e está cercado por mais de 300 vinhos e 50 produtores da França, Itália, Espanha, Portugal, Africa do Sul, Austrália, Chile, Uruguai e Argentina. Embora tenha gente que pense que é uma espécie de Oktoberfest, não caia nessa. Entre um gole e outro, e essa é a idéia, a ocasião é perfeita para para dar um upgrade nos seus conhecimentos sobre vinho com quem conhece do assunto, abastecer sua adega com descontos e ainda dar uma lustrada naquele seu segundo idioma. Agende-se e chame um taxi: dia 04 de agosto no Rio de Janeiro, 05 e 06 em São Paulo, 07 em Curitiba e 08 em Belo Horizonte. Mais informações (11) 3074 5454.
Já foi assunto aqui no UoD. Mas agora é pra valer: Estômago, filme dirigido por Marcos Jorge baseado no conto de Lusa Silvestre entrou em cartaz. Até agora ele entrou na seleção oficial do Festival de Berlim, faturou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator e Prêmio Especial do Juri no Festival do Rio, ganhou o Lions Award em Rotterdam e foi o melhor filme em Punta del Este. Ele conta a história de Raimundo Nonato, piauiense que aprende a cozinhar enquanto sua vida vai dando reviravoltas. Entre no site e baixe o livro de receitas que aparecem na história.
Não é propriamente um achado. Os vinhos Catena já tem boa reputação no Brasil e pedir um no restaurante é garantia de que o resto da mesa vai achar que você sabe tudo do assunto. Ontem participei de uma degustação vertical do Catena Alta Malbec. Na companhia de vários especialistas, provei as safras 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004, assim seguidinhas, uma atrás da outra. José Galante, o enólogo do vinho explicou detalhadamente em altitudes, latitudes e índices pluviométricos como fez para criar cada um deles. Todos os vinhos justificam a reputação e dá gosto ver quando ela vem de um trabalho muito bem feito. Para tirar suas próprias conclusões, é bom ter 2 garrafas do 2004, o favorito do sr. Galante. Uma para tomar já e outra -se vc conseguir- para guardar uns 3 anos, quando segundo ele, estará redondíssimo

Via Daniel Accampora
A partir do mês de Agosto de 2008, a Vinícola Miolo estará oferecendo aos amantes do vinho a oportunidade de elaborar seu próprio vinho, desfrutando de toda a estrutura da Miolo no Vale dos Vinhedos e a experiência de competentes enólogos nacionais e internacionais que a conceituada empresa dispõe.
O programa “Winemaker” em sua primeira edição, tem duração de um ano e engloba desde o acompanhamento da maturação, passando pela colheita até chegar à elaboração do vinho propriamente dito. Depois do vinho elaborado, o participante ainda tem a oportunidade de acompanhar através da internet, a evolução e envelhecimento do vinho feito por ele mesmo através das três visitas programadas à sede da empresa no Vale dos Vinhedos - RS.
Após a elaboração, basta definir o nome do vinho, criar o rótulo e a Miolo se encarrega de enviar as preciosas garrafas até seu elaborador.
Thanks, Daniel.

Totalmente user-friendly, Dehesa Gago é o tipo de vinho que eu daria para o meu pai mas que até minha mãe gosta. Espanhol da região de Toro é feito 100% de uvas Tinta de Toro (a tempranillo deles) e leva a assinatura de Telmo Rodrigues, um dos enólogos mais talentosos e autorais da atualidade. Elegante, bem justo na relação acidez x fruta e mais ainda na relação preço x humm-que-delícia. Quer um? Clique aqui.

Nos últimos dias tive a oportunidade de provar uma grosa de rótulos que acabaram de sair dos containers e já estão nas lojas e importadoras. Tem muita coisa comum, mas também tem grandes achados. Um deles é o caprichado Tilia, obra do enólogo Alejandro Viggiani feito com uvas de vinhedos antigos – alguns com mais de 60 anos de idade – plantados em altitudes elevadas na região de Mendoza, na Argentina. Não vou tomar seu tempo descrevendo as sensações organolépticas que ele proporciona, mas provei o Malbec-Syrah 2006 e, desavisado, arrisquei um preço umas três vezes maior do que ele de fato custa.

Uma das grandes vantagens de estar em São Paulo é que você pode fazer seus updates fisicamente. Ou em que outro lugar (não vale Lima nem Cuzco) você pode encontrar comida peruana? Tiradito, anticucho, ceviche, tortillas, papas vão fazer parte do cardápio preparado pelo chef Thiago Kubota no jantar de 8 de abril do Capim Santo. Tudo harmonizado com os vinhos Navarro Correas. Na verdade este é o terceiro jantar promovido pela vinícola argentina, harmonizando seus vinhos com a gastronomia latino americana. México e Argentina já foram, mas vem aí jantares chilenos, colombianos e brasileiros.
Já repararam que a gente anda com a antena tão virada lá para o outro lado do Atlântico que exóticos mesmo viraram os nossos vizinhos?
Fim de semana com a molecada é sempre um perereco. Pra atender aos desejos de crianças e adultos, a Aldeia Cocar é uma ótima. Fica na Aldeia da Serra que, segundo o WBrenner, é o nível 2 de descompressão paulistana. O lugar tem seu charme e é bem estruturado com proposta de ecointegração. Para os hiperativos mirins: arvorismo, parquinho, pôneis, charretes, cama elástica e 8 mil metros de terreno acidentado pra deixar qualquer roupa imprestável. Pra você? Sombra, sucos naturais, cerveja gelada, petiscos, um bom cardápio e até umas redes para o caso do motorista ficar avariado por algum tempo.
Lingüiça calabresa com molho de maracujá, picanha fatiada com palmito pupunha grelhado e carré de cordeiro com arroz biro biro, quem diria, são comidas de boteco.
Nossa baixa gastronomia continua em franca evolução. Então, nada mais
natural que tenha gente preocupada com a harmonização de acepipes (cada vez mais sofisticados) com vinhos (cada vez mais populares). Dias 11 e 13 de março no Jacaré Grill, na Vila Madalena, quem quiser vai poder provar os pratos acima com brancos e tintos do Novo e Velho Mundo. As vagas são limitadas.
Todo mundo sabe que Utsunomiya é a terra do guioza, não sabe? A cidade se orgulha tanto do fato que levantou um monumento para o pastelzinho. Achou que a homenagem não tem pé nem cabeça? Pode ser, mas a estátua tem. Os dois.

