(por Adriana Salles Gomes, via HSM UoD)
(Inspirada no e-mail enviado pela Africa Madueño, uma espanhola abrasileirada que mora nos EUA. Tks!) O mexicano Gerardo Barrera de Negri está fazendo circular na internet um e-mail que vai enfurecer a Neiman Marcus, a sofisticada loja de departamentos dos EUA. Ele comeu uns cookies “deliciosos” numa filial de Dallas (Texas) e pediu a receita à garçonete, que disse não ser possível repassá-la. Ele insistiu, disse que estaria disposto a comprá-la, tão gostoso o quitute era. Comprar sim, disse ela, acrescentando que a receita custava “two fifty”. Ora, pensou ele, US$ 2,50 está ótimo. Ele deu o ok e pagou com cartão de crédito (sem conferir os valores na hora, pelo jeito, como muitos de nós fazemos). Quando recebeu a fatura, viu que a receita custara US$ 250. Acho que a garçonete não levou em conta o fato de ele ser estrangeiro e, em vez de dizer “two hundred and fifty”, falou informalmente, como se faz lá. Gerardo reclamou com a Neiman Marcus e foi, segundo ele, tratado com indiferença. A conversa acabou assim:
– Não lhe devolveremos o dinheiro, faça o quiser. – Mesmo que eu espalhe essa receita caríssima pela internet? – Desejaríamos que não o fizesse.
Pois foi exatamente isso que Gerardo fez. O e-mail chegou a mim e, se alguém quiser a receita pode me pedir, o cookie é muito BOM mesmo! Agora, uma reflexão business: vale a pena esse desgaste para a Neiman Marcus por conta de uma falha de comunicação de uma funcionária de linha de frente com um cliente — ainda mais derivada do idioma? Não era melhor a empresa ter devolvido o dinheiro do que arrumar um ex-cliente “terrorista”? Se bem que, por outro lado, isso é marketing viral do cookie da Neiman Marcus. Sei lá, mil coisas, como o mundo tá difícil!

