30/07/2010   RSS posts: 974comentários: 1.913 updaters: 568
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A Polêmica do Leite Cru

Ano passado tive a feliz oportunidade de passar uma semana em uma pequena fazenda de produtores de queijos orgânicos na Holanda, graças a uma amiga que estava fazendo um estágio por lá. Foi com certeza uma das experiências culturais mais fantásticas da minha vida, especialmente do ponto de vista gastronômico. Sentar para tomar café-da-manhã depois da ordenha, e ter a disposição queijo recém-tirado da “adega”, manteiga fresca, e leite que eu mesmo havia acabado de ordenhar, era algo que me proporcionava uma sensação plena de felicidade e bem-estar .

Fiquei absolutamente encantado com o sabor e a vida do leite cru, e me impressionou o fato de que, apesar de sempre ter tido intolerância com lácteos em geral, não tive problema algum durante toda minha estadia na fazenda. Isso por que eu tomei leite a beça, para não falar na quantidade de queijos que eu comi ( afinal, não é sempre que se tem queijo dessa qualidade, e “avonts”).

A partir de então, passei a compreender melhor o porquê de toda a briga pela legalização da comercialização do leite não-pasteurizado (cru), que acontece particularmente nos EUA.

O debate já rola a alguns anos, e parece não chegar ao fim. A discussão é bastante controversa, e não faltam pela internet, blogs, artigos, vídeos e campanhas defendendo a causa do leite cru. Cada estado norte-americano adota hoje uma postura diferente (ver aqui), e inclusive é comum encontrar quem percorra centenas de quilômetros para buscar o leite em estados vizinhos onde a venda é permitida. Também se tornou bastante comum, quando permitida, a prática de herd share, onde se compra uma cota da vaca, cabra ou ovelha do produtor, em troca de parte do leite produzido pelo animal.

No meio de tanta polêmica fica difícil saber quem tem a razão e filtrar o que é de fato verdade. Enquanto de um lado, orgãos públicos norte-americanos fazem um verdadeiro terror sobre o consumo do leite não pasteurizado, tratando como uma verdadeira ameaça a saúde da população, defensores da causa alegam que o líquido pode curar autismo, câncer e até Aids.

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Promoção Vamos Cozinhar

vamos_cozinhar_logo1O Gourmet Update or Die está participando de uma promoção super bacana que está rolando no site Vamos Cozinhar. Quer participar?
Basta clicar no no link da promoção (aqui), escolher a receita que você quer aprender, contar quantas vezes o logo do Vamos Blog Clube aparece e preencher o dados no site. Vale a pena, além de ver a receita escolhida você concorre aos 3 Kits (destaque para os livros, claro) e dois jantares no restaurante Obá (com acompanhante). Até o dia 19/05, indicando o Gourmet, se você ganhar, ganhamos também… O convite está feito, quem sabe não seremos os sortudos da vez?

Confira o regulamento no site da promo e mais novidades aqui no blog e no twiiter, na hashtag #promovamos. O resultado do sorteio será divulgado no dia 20/05.

Entrevista com Carlo Petrini

Este mês não teremos Entre estantes & panelas na Livraria Cultura. Infelizmente, mas em Junho a data do encontro já está agendada: dia 14. Para suprir a falta e relembrar o oitavo encontro, segue abaixo o post da Kelly de Souza no Blog da Cultura, com a entrevista na íntegra do Carlo Petrini na Revista da Cultura:

Carlo PetriniO avanço da indústria no século XX, após a 2ª Guerra Mundial, permitiu progressos inestimáveis à Economia, o que possibilitou o aumento da produtividade e do consumo. Se esse processo gerou inquestionável desenvolvimento socioecônomico, criou também efeitos colaterais antes desconhecidos pela sociedade. A industrialização da alimentação, apesar de ampliar a variedade e reduzir a desnutrição em várias partes do mundo, gerou igualmente uma produção descontrolada, incrementando a difusão da obesidade, entre outras doenças, e maus comportamentos. O motivo? Industrializamos alimentos demais, em geral sem qualidade. O fast-food é um exemplo perturbador desse processo.

Para o jornalista italiano Carlo Petrini, fundador e presidente do movimento voltado à ecogastronomia, iniciado na década de 80, os processos de industrialização dos alimentos os reduziram à mera commodity. Petrini, que participou da oitava edição do Entre estantes & panelas – A gastronomia de pensar, na Livraria Cultura, onde também lançou Slow Food - Princípios da nova gastronomia, defende a fórmula: bom (qualidade), limpo (sustentabilidade) e justo (distribuição social).

Na Revista da Cultura deste mês, Carlo Petrini explicou os princípios da nova gastronomia, além de citar livros fundamentais para entender o Slow Food (veja as indicações aqui). Acompanhe abaixo a entrevista completa. More »

Bebericando

header-provisooooooorio-21Saiba, antes de mais nada, que este é um autopost! Estou aqui  para falar do meu novo projeto, paralelo ao Gourmet (xodó do meu coração), o Bebericando. Depois de 9 meses de estudos de sommellerie em Paris, juntei muitas coisas bacanas para dividir com todos e agora, como profissional, criei meu espaço. Lá, você vai encontrar textos didáticos, posts informais e divertidos. Terá um pouco de tudo, mas sempre dentro do campo da sommellerie. É para amantes da bebida, mas para leigos também! Por isso, passe lá pra conferir: Bebericando.com.br

Cozinha Bossa Nova: Melodia no Prato

Duas semanas de ansiedade, contando os dias pra chegar. Dois jovens talentos da gastronomia cozinhando juntos. Raphael Despirite recebe Rodrigo Oliveira no Marcel para o primeiro jantar do projeto Cozinha Bossa Nova.

Para contar sobre este encontro, me juntei com a Ana (amiga do curso da Faap, Updater e Editora do blog Cozinha de Ideias), para unir nossas impressões e expressar o que experimentamos e sentimos no jantar do dia 27 de abril. Sem pretensões (nenhumazinhas) de sermos críticas, ou algo parecido, somente pelo prazer de descrever um daqueles jantares que vão ficar na memória por um bom tempo.

Nossa mesa, além de ser a maior do salão, certamente era uma das mais divertidas: 7 pessoas, 6 mulheres e um único homem, bem no meio da típica tagarelice feminina. Uma mesa improvável. Nenhum dos 7 conhecia todos os outros 6, mas todos ali estavam unidos pela paixão gastronômica, loucos pra saber como seria a união da cozinha francesa contemporânea do Raphael com a reinvenção da cozinha de sertão do Rodrigo.

E é feita a esperada pergunta: “podemos começar?”. O sim é quase em uníssono. Contaremos juntas o que foi servido (já aviso que o post é longo, mas vale a pena):

Foie gras com uvas geladas e marinadas na cachaça de baunilha
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Ana: Chega uma louça linda, parecendo uma cadeira Egg¹, desfilando o foie gras com uvas geladas e marinadas na cachaça de baunilha. A produção costuma fazer parte dos menus degustação do Marcel, mas Raphael confessa que “roubou” a cachaça do Rodrigo, que faz a infusão no Mocotó. O foie gras pra mim é como um beijo. De língua. Aqueles beijos bem bons, que você não quer que acabe nunca. As uvas quase congeladas, com o fundinho de cachaça abaunilhada, arredondando tudo.

Camila: O foie gras combinado com a aquela preparação da uva foi como apresentar um par perfeito, você passa a achar que é assim uma das melhores formas de degustar ambos. E pensando da forma do beijo, para mim foi mais como o primeiro beijo, sabor desconhecido, provado de pouco em pouco, até ficar com vontade de mais. More »

Larica Total

Na primeira vez que assisti ao Canal Brasil, tive uma grata surpresa com o programa Larica Total. Comandado por Paulo de Oliveira, o programa é interessante e muito engraçado. Este episódio conta com a presença de ninguém menos que Claude Troisgros, e embora eu ainda não tenha entendido como ele aceitou participar, ele se mostrou um legítimo brasileiro em termos de bom humor e simpatia.

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Etiqueta do Sushi

Já havia lido sobre a etiqueta à mesa na hora de se comer comida japonesa, e desde então, penso constantemente o quanto eu como errado. Não que isso me atrapalhe, mas para se comer o sushi de forma correta, deve-se molhar no Shoyu a parte com o peixe, e não a do arroz (sabia, né?). Ou seja, muito mais fácil fazer isso com a mão, o que é o comum por lá, por sinal. Achei bacana a ilustração abaixo com algumas “regrinhas”, vale dar uma olhada, mas claro, você come mesmo do jeito que quiser. Pelo menos enquanto estiver no Brasil.
Sushi

Food Inc.

food-inc-posterEm um mundo onde vivem 6 bilhões de habitantes, o alimento se tornou algo industrial, tal como os bens de consumo, criando através da nossa necessidade, um sistema de produção de alimentos que prejudica nossa saúde e transforma o meio ambiente. Parece não haver saída para este grave problema, talvez o controle de natalidade, talvez maior fiscalização e rigor com as grandes fabricante; incentivos governamentais aos produtores orgânicos. Há uma serie de opções para a redução de uma demanda descontrolada por comida destrutiva, porém o que certamente pode fazer a diferença, somos nós mesmos, apoiando os produtos que partem de um cultivo consciente. 

São inumeros os beneficios dos alimentos naturalmente plantados, cultivados e colhidos. Na nossa gastronomia e cultura, o sabor, a textura, o aroma, a cor, a forma presente nesses alimentos é real, nos remete ao sabor que nossos antepassados sentiram, está presente em nosso DNA.  Quanto a saúde, é infinitamente melhor consumirmos alfaces que não carregam pesticidas capazes de dizimar espécies de insetos que existem a séculos, tomates que não necessitam de gases nocivos para um amadurecimento precoce, animais que se alimentam de pura grama. Para o planeta Terra é crucial que paremos de poluir nossos lençóis freáticos, nosso ar, nossa terra, e só assim teremos a certeza de que teremos um ambiente limpo e seguro para as próximas gerações viverem.
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Entres estantes & panelas 9 - Videos e Fotos

Chegaram os videos do último encontro do EEEP, com o tema “Tudo começa no produtor”. Dividimos o bate-papo em 2 pois tem bastante material, e se você não foi, vale a pena reservar um tempinho para ver. Em resumo, os produtores contaram sobre suas pesquisas no ramo do alimento que vendem e sobre como funciona o negócio, da produção até chegar na comercialização para os chefs. Foi excelente!
Aqui você encontra algumas fotos e para complementar recomendo o post do Carlos Dória, um dos curadores do projeto, no seu blog e-Boca Livre.
Mais novidades sobre o próximo encontro esta semana aqui no Gourmet UoD.
http://www.vimeo.com/11341435
http://www.vimeo.com/11368175

Escola dos Sabores

Escola dos SaboresNesta tarde, terminei de ler o livro Escola dos Sabores, escrito por Erica Bauermeister. Como todos os livros que gostei de ter lido, não gosto da sensação de quanto chegam ao fim. Dá um certo vazio, afinal, ele esteve com você, como um bom companheiro, nos últimos tempos. Sobre Escola dos Sabores, o encontrei ao perguntar para uma vendedora da Livraria sobre uma leitura leve, não técnica, daquelas que você começa a ler e não consegue parar. E claro, que tivesse como pano de fundo algo a ver com comida, bebida, enfim, gastronomia. Na verdade, já estava procurando este livro pois uma colega da FAAP havia me indicado, e dessa forma ele caiu nas minhas mãos, pela indicação da colega e da vendedora.

Escola dos Sabores é um livro para ser lido sem compromisso, com leveza e boa vontade. A história tem como cenário principal uma escola de culinária e se desenvolve nos capítulos sobre passagens da vida de cada um dos alunos e a relação que surge entre eles. Não há novidade alguma sobre esta relação, comida e pessoas, mas se bem escrito, sempre há o que contar. Algumas boas escolas tentam trazer isso, como a Wilma Kövesi e o Atelier Goumand, que há um tempo oferece as aulas almoço durante a semana (mais informações aqui).

Um livro prazeroso, que me trouxe muito o que vivo nas minhas aulas de gastronomia. Realmente, falar e cozinhar aflora as relações humanas de um jeito muito interessante. Se você estiver entre uma leitura e outra, principalmente daquelas que exigem mais concentração, recomendo dar uma parada e ler o livro de Erica Bauermeister. Claro, se você gostar de romances leves, descompromissados, para ler em uma tarde de domingo.

Tattoos gastronômicas

A vida na cozinha não é moleza. Ela é intensa e exige muita dedicação e paixão dos chefs. Para alguns, essa paixão é tão grande que vira até tatuagem!

tattoos

Veja outras 20 tatuagens gastronômicas aqui.

Como enfurecer e impressionar o garçon ao mesmo tempo

A conta tá demorando? Kevin Van Aelst tira de letra e passa o tempo desenhando impressões digitais com “detritos do cotidiano”. Também um incentivo e uma vergonha ao mesmo tempo para aqueles que, como eu, não resistem a uns rabiscos de giz de cera na toalha do Rascall.

[via]

Arte com Farinha

A fabricante de pães alemã Lieken lançou meses atrás uma campanha exclusivamente via internet para divulgação da sua linha de pães em fatia Lieken Urkorn.

No comercial, a artista israelense Ilana Yahav, conhecida pelo seus belos e criativos trabalhos com areia ( como o “You’ve got a Friend” ), utiliza-se da mesma técnica, dessa vez com farinha de trigo, para descrever de forma bastante romantizada o processo de produção do pão.

O resultado é bem bacana!

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Nandinho, valeu pela dica!

Os 50 melhores restaurantes do Mundo 2010

logo-worlds-50-bestPara a felicidade geral da nação, o D.O.M, restaurante de Alex Atala,  acaba de subir 6 posições no ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. Assim, de 24º ele passa a 18º! Brasil sil sil sil sil!

A outra surpresa ficou por conta do famoso El Bulli, de Ferran Adrià, que caiu para a segunda posição, cedendo o 1º lugar  ao Noma Denmark e ao chef  René Redzepi . O evento está acontecendo agora em Londres e, apesar da lista ainda não estar no site oficial do The World’s 50 Best, ela  acaba de ser divulgada no blog do Paladar. Confira abaixo:

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Lembranças da avó no Nicota

Ontem me surpreendi com um novo restaurante, o Nicota. A chef Marisa Campos prepara pratos de um sabor super especial, com um carinho único. Ela contou que vai todos os dias pessoalmente ao mercado comprar os ingredientes e para a hora do almoço, tem sempre um prato do dia feito com o que há de mais fresco e o que ela e os cozinheiros estão com vontade de comer. Eu experimentei lulas, com talharini de pupunha e molho de limão siciliano. Fiquei tentada também por um mignon de porco, farofa crocante, purê de pupunha e molho de tamarindo. Marisa diz que adora as farinhas brasileiras e sempre mantêm pratos usando a matéria-prima verde-amarela. Para completar isso tudo, tem um ambiente lindo assinado por Marcelo Rosenbaum. Ele usou uma antiga coleção de postais que a avó da chef, homenageada com o nome do lugar, tinha e que data do começo do século passado.



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