depois de ler o post da guinness mudando de cor, eu, que sou o ortodoxo da cerveja stout, que tomo no café da manhã, qdo nas ilhas britânicas, me inspirei a falar de cores meio desprezadas no mundo do vinho.
as cores da estação primeira de mangueira!
os últimos dois verões foram do rosé. este parece ter ultrapassado o preconceito de ser “vinho de moça” e esteve presente nos coquetéis e beiras de piscina mais bem cotados. nas vendas eles encostaram nos espumantes.
mas como quem fica parado é poste eu resolvi me aprofundar no, muitas vezes injustiçado, vinho verde. seu frescor é muito mais compatível com estas tardes e noites de mormaço do verão brasileiro. sua acidez também parece se adaptar melhor aos acepipes nacionais. e o preço quase nunca é exagerado. fique claro que falo do vinho verde “branco” , produzido basicamente com a uva alvarinho, não do tinto.
para quem quiser decidir por um ou por outro, recomendo um excelente rosé nacional, o Villa Francioni Rosé, na linha dos rosé da Provence, muito rico no nariz e boca, e que vem numa garrafa linda.
entre os verdes sugiro fugir dos muito populares casal garcia, calamares e cia…
tente quinta de avelleda, deu la deu, adega de monção, muralhas de monção, com seus rótulos que lembram uma preguiçosa tarde atlântica. depois me digam se não dá samba…

