Luis Pato e o sistema de DOC em Portugal. Luis Pato comenta seus novos vinhos DOC bairrada e sobre plantar vinha sem enxerto ( pé franco ). Fala ainda sobre o mítico vinho caves do buçaco.
E mais… a exportação, as mudanças climáticas e os vinhos brasileiros. O bem humorado Luis Pato conta um “milagre sem contar o santo“ em um engraçado caso de desinformação de produtores brasileiros e não se diz preocupado com o clima , ao menos na bairrada. Ufa!
Tive a chance de almoçar e entrevistar dois mestres da enologia européia: o português Luis Pato e o espanhol Telmo Rodriguez. Posto aqui, em capítulos, nossas conversas.
O áudio está “mais ou menos”, mas os assuntos são bacanas e os caras são muito simpáticos.
Capítulo um: o mestre Luis Pato nos entrega o jogo sobre seu método revolucionário de vindima de precisão. Um gênio de enologia e de marketing.
Chega as bancas amanhã a décima primeira edição do guia especial da Vejinha SP Comer & Beber.
São 1111 endereços reunidos nas categorias restaurantes (525), bares (250) , comidinhas (280) e lojas de vinhos(56).
Esse ano a edição vem com uma novidade muito interessante que irá facilitar a sua portabilidade. A revista dobra no meio, o que possibilita guardar na bolsa ou porta-luvas.
é um post com aparência de atrasado mas é com motivo. há pouco mais de um mês houve o pro chile. na verdade é um evento multidisciplinar: música, teatro, comidas, azeite e…vinhos! uma semana de chile. me chamou atenção a quantidade de vinhos de qualidade com preços competitivos. mas nestas mega provas é difícil manter o foco. por isso gosto de tomar minhas notas e checar posteriormente. um produtor que me chamou atenção foi o ochotierras, de limari. faz muito bem o básico do chile. tem uma linha com dois brancos, sauvignon blanc e chardonnay mais os tintos Cabernet Sauvignon, Syrah e Carmenére e, na linha de Gran Reservas os varietais de Carmenére e Syrah. os preços vão de R$25 até R$110. acreditem, o sauvignon blanc de R$25 é muuuuito bom! leve com excelente acidez e aromas. é para comprar de caixa e se deliciar neste inverno paulistano de 30 graus! e os gran reserva , apesar de mais caros , valem cada centavo. onde encontrar? comprei na Galeria dos Pães. ou se preferir contate o pessoal muito bacana e gentil da importadora BrasArt (11-5575.8725).
Depois de emplacar o Malbec, dizem por aí que a próxima aposta argentina é a uva Bonarda (além do Leonel Messi, é claro). Para falar a verdade nunca havia tomado nenhum vinho feito de Bonarda que valesse a conversa, mesmo havendo especialistas que afirmam que ela é a mesma uva que a Dolcetto, prestigiadíssima vinha que arrebenta na Itália, lá no Piemonte. O fato é que provei um argentino que vale o post: o La Posta 2006. Feito no capricho em Mendoza pela bodega La Posta del Vinatero. É colocar o nariz no copo para a boca começar a salivar. E depois que se bebe, o sabor é bastante persistente. Se você também gosta de polenta, acho que rola uma química entre os dois.
Sexta feira, oba! Quer um vinho para comprar saindo daqui e abrir quando chegar em casa? Gastando pouco, o argentino Los Cardos pode trazer muitas alegrias. Talvez a uva com o maior fã clube do momento, este Malbec é produzido ao pé da Cordilheira dos Andes pela vinícola Doña Paula com a maior seriedade e é capaz de agradar iniciantes e iniciados. Saborosão, não é vinho pra bancar o chato e ficar falando dele na mesa, mas combina muito com um almoço legal ou uma jantinha caprichada.
Já que é a Semana Mundial do Post Chinês, aqui vai mais um. Great Wall Tinto Seco. Já provei. Veio na mala, trazido pelo amigo Roger Rocha (grazzie, Roger) depois de umas férias por lá. Ao entrar num restaurante, ele fez questão de pedir vinho chinês. Pronto, foi tratado feito Chefe de Estado, tamanho o orgulho do restauranteur. Papo vai, papo vem, os curiosos chineses ficaram assombrados: jura se faz vinho no Brasil???
Esta semana foi o Decanter Wine Show em SP. Fui lá e me senti em um concurso de misses, cada vez que eu provava um rótulo diferente achava que aquele sim era o melhor. Um bem impressionante é o riojano Hiru 3 Racimos 2003. Produzido por Luis Cañas, dá a impressão que estão em busca do vinho perfeito. Para começar, as uvas que vão virar vinho vêm de videiras com mais de 60 anos. Como se não bastasse, para fazer o Hiru, as eleitas são as uvas dos pés que dão apenas 3 cachos (racimos) ou menos. Assim a plantinha concentra todo o seu esforço e qualidade. Daí são separadas e vinificadas em pequenos depósitos com temperatura controlada. A quantidade de vinho produzida neste processo é bem limitada e por isso, não é todo ano que o Hiru é engarrafado.
Fiz também alguns achados bem acessíveis: o bordeaux Chateau Bel Air Perponcher Reserva 05, sempre elegante e muito regular entre uma safra e outra; o espanhol Três Lunas Toro Crianza 03, vinho moderno, vivo, bem completo e o italiano Cardetto Pinot Noir Umbria IGT 05 bem interessante e mais leve, caso o tempo esquente.
No meio de tantas ofertas de preço camarada e vinhos moderninhos parecidinhos uns com os outros, ainda dá pra encontrar coisas impressionantes sem gastar os tubos. Feito na Espanha, em Rioja, Tondonia Branco Reserva é old style: de tão bom, tradicional e diferente do que tem por aí, me lembra o Paulino da Viola, um mestre que parece que nasceu em época errada. Nada de cheirinhos cítricos e gostinhos frutados. O nariz fino impõe respeito, na boca parece um Jerez que não quis ser só um aperitivo. Quem diz que não gosta de vinho branco, vai mudar de opinião.
Semana que vem a importadora Decanter coloca -literalmente- seu ótimo catálogo de vinhos à prova. Para quem não conhece o evento, imagine-se num grande salão, onde você tem uma taça na mão e está cercado por mais de 300 vinhos e 50 produtores da França, Itália, Espanha, Portugal, Africa do Sul, Austrália, Chile, Uruguai e Argentina. Embora tenha gente que pense que é uma espécie de Oktoberfest, não caia nessa. Entre um gole e outro, e essa é a idéia, a ocasião é perfeita para para dar um upgrade nos seus conhecimentos sobre vinho com quem conhece do assunto, abastecer sua adega com descontos e ainda dar uma lustrada naquele seu segundo idioma. Agende-se e chame um taxi: dia 04 de agosto no Rio de Janeiro, 05 e 06 em São Paulo, 07 em Curitiba e 08 em Belo Horizonte. Mais informações (11) 3074 5454.
Para impressionar os amigos com a garrafa de vinho certa você pode (a) fazer um curso de enologia ou (b) servi-lo com um decantador em forma de raiz. Strange Carafes é criação do escultor francês Etienne Meneau.
Você já tem programa para o finalzinho de setembro? Agora tem. É uma viagem criada pela comunidade de internet brasileira “Os Amigos do Vinho” com visitas a algumas das melhores vinícolas francesas. Nas regiões de Bordeaux e Dordogne, os châteaux visitados, na companhia do sommelier Jean-Claude, serão: Pape Clement, Haut Brion, Mission Haut Brion, Margaux (na foto), Saint Estephe, Saint Julien, Rothschild, Mouton Rothschild e Latour, entre outros. A viagem vai durar dez dias (entre 25/9 e 4/10) e incluir vilarejos medievais como Salart e Roque Gageac e castelos feudais (em Margaux, haverá pernoite no Château Pavillon Margaux). O valor é de 2.500 euros por pessoa. Para mais informações, entre em contato com a amiga do vinho Silvana Campos no e-mail silvanamc@uol.com.br. PS: Um amigo meu acaba de voltar de um roteiro de bike por Bordeaux; fiquei com uma pontinha de inveja. Mas agora sou eu que vou causar inveja nele, que é um apaixonado por vinhos. Payback! (Assinalei queijo porque tem que ter, né?)
A Enoteca Fasano realiza no próximo dia 29 de maio seu Wine Show, na Casa Fasano reunindo mais de 20 produtores de Espanha, Portugal, França, Itália, Chile e Argentina. Os sommelieres Gianni Tartari e Manoel Beato são caras que fazem a diferença. Em viagens a países produtores garimparam um portfólio enxuto e interessante de vinhos modernos que vale a pena conhecer. Além disso é uma chance de travar contato direto com seus produtores. R$120 por pessoal. Tel 11 3074 3964 ou 11 7310-0154
Desculpem o sumiço por temporada mais longa que o planejado. Algum tempo de férias e o tempo seguinte correndo atrás (do tempo!) no trabalho, ao voltar ao batente….
Por falar em férias e viagem (quase uma consequência natural), demos um pulinho em Araras, Petrópolis, pra comemorar 3 anos de namoro. E para celebrar, este casal aqui não deixa de lado o prazer “mais gourmet” da vida.
Destaques da rápida escapadela serrana: pastéis ao forno de 3 queijos do Trigo, restaurante na Estrada Bernardo Coutinho, logo que se entra em Araras. Comer na varandinha é especialmente bom. Vinhos com queijos de-li-ci-o-sos na delicatessen do Ary, na mesma estrada que vira uma espécie de mini-centrinho em determinado ponto mais à frente. Sente-se no balcão do “Ary” e bata papo com seus filhos simpáticos (eles tocam o negócio hoje junto ao pai), que te recomendam as melhores harmonizações - a um custo-benefício dos bons. Queijo de cabra cortadinho com um Pinot Noir inesquecível…uhm…pra fechar a noite, um jantar especialíssimo na tranquilidade da Pousada das Araras. O pato é de se comer rezando. E acompanha uma espécie de puré com queijo da serra e aipim…mais vinho e um edredon bem quentinho….por mais 3, 30 ou 300 anos…